quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Dogue alemão






O dogue alemão, também conhecido como dinamarquês, grand danois ou como grande ou gigante dinamarquês é uma raça canina que pertence à categoria dos molossóides, tendo sido criado para a caça ao javali. Hoje em dia é comumente criado para a guarda e a companhia.

Temperamento
O adulto é normalmente calmo, sendo muito amistoso com os conhecidos, porém desconfiado e por vezes agressivo para com os estranhos. Como foi também usado como cão boiadeiro no passado, é usado como cão de guarda com sucesso, protegendo os donos. Em casos de desvio de temperamento, podem ser demasiadamente medrosos.

Caráter
O dogue alemão é a raça de cães mais alta do mundo, alguns consideram o irish wolfhound (ou galgo irlandês) o maior, mas segundo o Guinness World Records que indica como maior cão do mundo um dogue alemão que mede 109 cm de altura até à cernelha chamado "Giant" George, o dogue alemão é o mais alto ou pelo menos a raça com os mais altos exemplares do mundo.
Tem um aspecto imponente, majestoso e elegante, o que dá à sua aparência um aspecto nobre. Seu temperamento é amigável. É um cão que esbanja amor e afeto com seus donos, especialmente com crianças,quando se relaciona com elas pode facilmente esquecer-se do seu tamanho e derrubar uma mesmo sem intenção, mostrando-se, contudo, reservado com estranhos. Se ele é submetido a condições de perigo, mostra-se corajoso e não teme ataques podendo magoar seriamen-te uma pessoa se essa se mostrar ameaçadora.
É um cão que, fisicamente, cresce rápido. Aos oito meses de idade já possui uma altura próxima da definitiva, porém, dependendo da linhagem, sua musculatura e ossatura só estarão completamente formadas com dois ou três anos de idade.


Saúde
O estômago do dogue alemão é longo e sujeito à torção gástrica, que é uma das principais causas de morte da raça. É preferível evitar deixar grandes porções de comida à disposição do cão, as refeições devem ser moderadas e em horários determinados.
Pelo seu grande porte, é recomendado deixar ração e água em vasilhames na altura do pescoço do animal, para evitar problemas de postura e deformação das pernas dianteiras. A água deve ser trocada com freqüência devido à
salivação excessiva.
Unhas excessivamente grandes podem provocar feridas nos dedos, o que deve ser observado para evitar infecções. É natural que o próprio animal procure lixá-las em pisos de concreto ou outras superfícies. O piso ideal para cães de grande porte é áspero, de forma que eles não escorreguem ou tenham que modificar a postura para se equilibrar, nesse caso causando o espalmamento das patas. Pisos ásperos também favorecem o desgaste natural das unhas, porém na cama ou local de descanso deve haver um pano ou superfície macia, para evitar a formação de calos, principalmente nos cotovelos, joelhos e quadril.
Os problemas
ósseos podem ocorrer devido ao seu crescimento extremamente rápido, portanto é importante acompanhar cuidadosamente esse período, e em caso de suspeita de algum desvio de conformação ou de aprumo, procurar orientação de um veterinário.
Curiosidades
O famoso Scooby-Doo da Hanna-Barbera é um dogue alemão, mas curiosamente, não existem exemplares de dogue alemão com as cores do Scooby Doo, ou seja, castanho com manchas pretas. Também aparece um exemplar dourado numa antiga banda desenhada Marmaduke, que se estreou recentemente como filme.

Cimarron uruguayo

O cimarrón uruguayo também conhecido como cimarron del Uruguay, Perro Criollo ou Perro Gaucho (em espanhol), é uma raça de cães desenvolvida no Uruguai, e recohecida internacionalmente.
Histórico
Sua origem é bastante controversa e ao mesmo tempo curiosa. O cimarrón (que significa "qualquer animal ou planta que tenha sido domésticado e voltado ao seu estado selvagem") é o resultado de acasalamento entre cães trazidos pelos colonizadores ibéricos (principalmente da Espanha) na época da colonização das Américas. As principais raças foram os mastins espanhóis, os alanos e lebreiros. Com diversos indivíduos espalhados pelos campos abertos, esparsamente habitados, do país, em pouco tempo, uma enorme quantidade de cães em estado semi-selvagem (pré-domesticação) estava habitando os charcos e planícies do Uruguai. Com um ambiente favorável e alimento abundante, multiplicaram seu número até se tornarem uma verdadeira praga, com matilhas matando rebanhos inteiros.
Foi ordenado, então, seu exterminio, como meio de controle populacional. Porém, em alguns lugares, como no departamento de Cerro Largo, populações do cimarrón conseguiram sobreviver na natureza, até serem descobertos novamente por habitantes da região. Ao ser redomesticado foi utilizado para a caça, guarda e para trabalhar na lida do gado.

Cane corso

O cane corso é um molosso de origem italiana muito utilizado como cão de guarda.
O histórico da raça no Brasil
Foi introduzida por Fausto Silva (Faustão), em meados de 1997, quando importou alguns exemplares diretamente da Itália. Desde então, a raça só tem aumentado a sua popularidade no Brasil, pois é o perfil de cão adequado para quem precisa de um cão de guarda mas que possa conviver sem maiores problemas com os membros da casa e também com as crianças.
Temperamento
O cane corso deve ser um cão seguro de si, muito devotado a família e não ameaça os estranhos que forem convidados a entrar por seus familiares humanos. Seu treinamento é facil e geralmente é naturalmente um protetor de crianças. Sendo esta uma raça bem inteligente e activa, é recomendavel que os donos encontrem actividades para eles.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Bulmastife

O bulmastife (em inglês: Bullmastiff) é uma raça canina inglesa, desenvolvida no século XIX, mas que só foi reconhecida no século seguinte. Provavelmente, ele foi no início utilizado por guardas florestais para combater a caça clandestina. Esses guardas precisavam de um cão robusto e controlável. Um bom bulmastife deve ser corajoso, vigilante, equilibrado e fiel. Os indivíduos dessa raça apresentam um temperamento dominador.
Características
É um cão de grande porte muito corpulento. Os machos medem entre 63–64 cm e 68–69 cm e as fêmeas entre 61 e 66 cm. A pelagem é curta e densa, havendo exemplares vermelhos, dourados e tigrados, todos com máscara negra. As orelhas e a região ao redor dos olhos são mais escuras que o restante do corpo. É permitida uma pequena mancha branca no peito. A cabeça é larga, apresentando rugas. Apresenta mordedura em torquês ou ligeiro prognatismo inferior. As orelhas são em forma de "V", de inserção alta. Os olhos são médios e escuros. Os membros anteriores são retos e bem separados, com pés redondos e dedos bem arqueados. Os membros posteriores são musculosos e largos, com joelhos não muito angulados. Sua cauda é inserida alta, grossa na raiz, afinando-se em direção à ponta.

Buldogue

O buldogue (do inglês Bulldog, onde bull é "touro" e dog é "cão") era originalmente um cão de rinha usado em brigas com touros. É uma raça de cão de fila (molossóide) originário da Grã-Bretanha. Há vários tipos de buldogues: buldogue inglês, o buldogue francês ou bouledogue, espanhol (este o mais robusto de todos, chegando a pesar até 50 kg), o bulldog americano e o bulldog campeiro (estes dois últimos não reconhecidos oficialmente, sendo o último uma raça brasileira).
Temperamento
É um animal bem calmo sem nenhum traço de agressividade, não gosta muito de se exercitar, sua "área de criação" pode ser pequena e ele também é muito sociável com crianças menores de 6 anos de idade, apesar desse seu olhar meio de "estou com raiva, não me toque!", na verdade ele gosta muito do colo do dono e é muito dócil.
Potenciais problemas de saúde
Por ser uma raça em que o focinho é achatado, não deve ser forçado a fazer muito exercício nas horas de mais calor, devido a uma forte ocorrência de problemas respiratórios. Também se deve enxugar a umidade acumulada nas pregas e rugas do focinho, porque são zonas que a acumulam bastante, podendo ocasionar dermatites e surgimento de fungos.

Boxer

Boxer é uma raça de cão de médio porte e pêlo curto, de cor dourada ou tigrada, de mandíbula proeminente, corpo quadrado e de porte atlético.

Histórico
O primeiro aparecimento de exemplares da raça foi em 1895, por amabilidade do Clube Alemão do São-Bernardo que permitiu, durante uma exposição monográfica da raça, a exibição de alguns exemplares de boxer. Contudo, no início não se alcançou o êxito desejado, no intuito de melhorar e popularizar a raça. Ganhou "Múhlbauers Flocki", filho de "Tom" um buldogue branco, propriedade do Dr. Toenniessen, e da fêmea bierboxer (moderno bullenbeisser) "Alt's Schecken", filha de "Alt's Flora", uma fêmea tigrada levada para a Alemanha a partir do sul da França em 1887 por George Alt, natural de Munique. "Flocki" seria o primeiro Boxer inscrito no Livro de Origens.
Em
17 de Janeiro de 1896 seria fundado na cidade de Munique (capital da Baviera) o clube alemão da raça, o Boxer Klub Sitz Münche, e dois meses mais tarde, a 29 de Março, organizava-se a primeira exposição monográfica, actuando como juíz Elard König.
Em
1902 fixaram-se, de forma provisória, as primeiras bases raciais, sendo publicado em 1904 o primeiro Livro de Origens (Zuchbuch), registo genealógico da raça, ao mesmo tempo que surgia o "Boxer Blatter, boletim do clube onde era publicado o primeiro estalão oficial.
Durante estes anos de início na criação e selecção apareceram certas controvérsias, entre o cada vez mais numeroso grupo de aficionados, em relação à estrutura que o Boxer deveria ter: havia quem preferisse o tipo semelhante ao Bulldog clássico; outros, pelo contrário, inclinavam-se mais para o tipo do antigo Bullenbeisser; por último, havia os que aspiravam a um cão diferente, mais evoluído e elegante. Finalmente, o clube inclinou-se por esta última versão e esse foi o seu ponto de referência até aos nossos dias.
É curioso observar como a cor branca foi dominante nos primeiros anos de história da raça, altura em que o conceito de funcionalidade primava em relação a outros factores, chegando inclusivé a ser permitido que o branco ocupasse a maior parte do manto do cão com a intenção de não afastar da criação, exemplares que pudessem fornecer outra série de características interessantes. Pouco tempo depois (anos 1925 e 1926), o clube efectuou uma série de revisões no estalão e começou a tentar a sua eliminação através duma intensa selecção, meta que ainda não foi totalmente atingida pelos criadores de Boxer, uma vez que ainda continuam a nascer cachorros brancos.

Depois da Segunda Guerra Mundial, o boxer é já uma raça popular nos cinco continentes, com um altíssimo nível de criadores em países como a Alemanha, Holanda, Itália, Estados Unidos, etc. Durante este período a raça vive os seus melhores momentos, graças à homogeneidade conseguida no tipo dos exemplares. Em 1950 nasce na cidade de Strassbourg a ATIBOX (Associação Técnica Internacional do Boxer) cuja finalidade é a manutenção dum estalão morfológica e psiquicamente, belo e funcional, marcando as directrizes a seguir na criação e evolução da raça, com critérios uniformes para os diferentes países. Esta associação agrupa todos os clubes de Boxer a nível mundial e celebra anualmente uma assembleia geral na qual se encontram representados todos os seus filiados. Além disso, organiza uma exposição de beleza e um campeonato de trabalho.

Origem
Pelo menos cinco raças participaram na criação do boxer: o bullenbeisser ("mordedor de touros"), o baerenbeisser ("mordedor de ursos"), o brabanter da Bélgica, o dantziger da Polónia e o bulldog inglês.
Os bullenbeiasers (há quem o defina como a sua versão moderna) eram famosos no país germânico desde a Idade Média. Eram provenientes duma população de dogues existente na Alemanha, Bélgica, Países Baixos e no leste de França, descendentes dos chamados Cannis ursiturus, (cães de urso) e Cannis porcatoris (cães dejavali), e utilizados nessa época como cães de agarre. Foi seleccionado mais pela sua funcionalidade que pela sua beleza, uma vez que tanto era utilizado para a caça de grandes presas, como na guarda do gado bravo, assim como "espectáculos" de lutas contra os touros. Crê-se que a as suas origens poderiam estar nos mastins alemães importados da Inglaterra.
O brabante da Bélgica, tal como o dantziger, era um cão menor, ágil e rápido. De cor dourada, era utilizado como condutor nas manadas e em alguns lances de caça maior. Cortava-se-Ihes o rabo e as orelhas quando eram jovens.
E, por último, o bulldog inglês (do tipo antigo), um pouco maior e mais pesado que o Bulldog moderno, que chegou à Alemanha a partir de 1820.
Alguns historiadores e cinófilos sustentam a teoria de que presas e alãos espanhóis, tal como o dogue de Bordéus, também deram sangue para o projecto racial do boxer
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Cão de Fila de São Miguel





O Cão de Fila de São Miguel é uma raça de cães portuguesa, do tipo molosso. O seu nome vem da Ilha de São Miguel, no arquipélago dos Açores, de onde a raça é oriunda, e onde é tradicionalmente utilizada para a guarda e guia de gado bovino leiteiro. É uma raça de traços rústicos, de porte médio, dotada de grande inteligência e poder físico.
História
Com o povoamento do Arquipélago dos Açores e o início da exploração das condições óptimas das ilhas para a criação de gado bovino, cedo se tornou necessária a presença de cães para ajudar à condução e defesa do gado, datando do século XVI a primeira referência à sua presença nas ilhas, nomeadamente na Ilha de São Miguel. Foram esses animais os precursores do Cão de Fila de São Miguel.
A existência da raça do Cão de Fila de São Miguel propriamente dita como tal está registada desde o início do século XIX, mas é apenas em 1982 que é iniciado o registo oficial da raça pela iniciativa de António José Amaral com a colaboração de Maria de Fátima Machado Mendes Cabral, médica veterinária. O primeiro estalão oficial da raça é publicado dois anos mais tarde, em 1984, também num esforço conjunto destas duas pessoas. O primeiro exemplar da raça registado oficialmente foi a cadela 'Corisca', uma perfeita representante da sua raça.
Em 1995 é proposto à
Fédération Cynologique Internationale a homologação da raça, tendo sido finalmente reconhecida no ano de 2008.
Origem
A raça hoje conhecida como o Cão de Fila de São Miguel descende dos mastins e alões inicialmente levados para as ilhas dos Açores pelos primeiros colonos, vindos do continente. Mais tarde, e através do contacto com outros povos que aportavam e se estabeleciam nos Açores, o património genético da raça foi enriquecido com cruzamentos feitos com mastins ingleses, buldogues e dogues de Bordéus, até ao culminar do aparecimento da nova raça, de características morfológicas e temperamentais próprias plenamente definidas.
Temperamento
Raça de uma inteligência viva e aguçada, com grande facilidade em aprender, a força de carácter do Cão de Fila de São Miguel, aliada a uma desconfiança perante estranhos instintiva a todo o guarda, pode ser facilmente confundida com agressividade, mas esconde uma índole meiga para com aqueles com quem lida de perto, sem no entanto deixar de ser um guardião tenaz e corajoso de quem o trata. A lealdade à sua família humana é extrema.